Dicas para alimentação infantil

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Criança que não se alimenta bem é sempre uma preocupação para os pais.

Veja á seguir como fazer com que seu filho tenha mais apetite e muito mais saúde.

Dicas para uma boa alimentação

  • Planeje as compras e não deixe faltar em casa frutas, verduras e legumes. Fica mais fácil manter o hábito quando os alimentos estão disponíveis.

  • O apelo visual também é importante. Mude o corte dos legumes (tirinhas, bolinhas, cubinhos, meia-lua).

  • Para o lanche, as preparações caseiras são mais apropriadas e podem ser um momento de diversão para a criança. Fazer bolos, biscoitos e sanduíches com a ajuda do filho vai fazê-lo se interessar mais pelos alimentos.

  • Faça cursos de culinária saudável voltados para o público infantil para aprender novas receitas e formas diferentes de apresentar o alimento.
Utilize forminhas de bichinhos, coração, geométricas, e canecas de cerâmica (cupcake) para assar bolos e biscoitos.

  • Não deixe a criança perceber que você não come um determinado alimento. Se isso acontecer, ela pode usar esse argumento para não comê-lo também.

  • Faça embalagens diferentes para o lanche da escola, usando papéis coloridos, temáticos (com o super-herói preferido), embrulhe em forma de bala com celofane. Com as frutas, faça um espeto (morango, uva, manga, abacaxi, kiwi) ou uma salada, e coloque em um potinho diferente. Não se esqueça de avisar na escola quando o lanche necessitar de refrigeração (iogurte, sucos, salada de frutas), assim não corre o risco de estragar.

  • Evite comer em ambiente muito barulhento e agitado (TV, jogos e som), pois na fase de inapetência (de 2 a 6 anos) a criança pode se distrair e preferir brincar ou assistir TV.

  • Para aumentar a quantidade de fibras na alimentação, inclua vegetais folhosos nas saladas, sopas e lanches. Adicione aveia no preparo de bolos, biscoitos, risotos e massas. Acrescente legumes no preparo de arroz, panquecas e omeletes.

Criatividade em alta!

Levar mais saúde ao prato da criança pode ser fácil com as sugestões abaixo:

Salada arco-íris: utilize beterraba em cubos, rabanete ralado, pepino em palitos e alface em tiras. Arrume o prato em forma de arco-íris e tempere na hora com azeite, limão e sal.

Arroz nutritivo: arroz branco cozido com frango, cubinhos de cenoura e de abobrinha, salpicado com salsinha.

Panquecas coloridas: prepare a massa da panqueca adicionando folhas de espinafre para dar cor verde, beterraba para cor vermelha e cenoura para cor amarela. Recheie com carne e legumes a gosto, ralados.

Cestinhas de tomate recheadas: retire a polpa do tomate e recheie com milho-verde temperado com iogurte, salsinha e sal ou com frango e requeijão, e coloque no forno para gratinar.

Espetinhos diversos: misture cubos de carne ou de frango com legumes. Exemplos: carne, cebola, cenoura, tomate e pimentão; e frango, berinjela, tomate e abobrinha.

Raspadinhas de frutas: buse polpa de frutas congeladas de vários sabores (framboesa, mirtilo, amora, cajá, graviola, açaí, cupuaçu, uva, manga, kiwi). Bata no liquidificador com a metade da água recomendada na embalagem. Adoce a gosto. Dica: coloque hortelã ou capim-santo com as frutas.

Cuscuz: faça com frango, peixe, legumes e ovos.

tortas salgadas: utilize uma massa básica e recheie com sardinha, tomate, cebola e ervilha, ou frango com milhoverde e azeitonas.

Plantão de dúvidas

Como fazer para que a criança coma alimentos que, à primeira vista, não são tão apetitosos, mas importantes para seu desenvolvimento?
A oferta de novos alimentos e sua repetida exposição à criança deve ocorrer de forma lenta. Alguns estudos mostram que para a criança aceitar um determinado alimento, ela deve ser exposta a ele de 8 a 10 vezes. Portanto, ofereça mais vezes aqueles alimentos que ela rejeitou. Mudar a forma de apresentação é uma maneira de fazê-la provar.

Posso camuflar o alimento que a criança rejeita em outro que ela goste?
Sim, mas essa prática deve ser temporária, pois o correto é a criança saber o que está comendo.

De que forma a camuflagem do alimento pode ser feita?
Os legumes e as verduras podem ser oferecidos na preparação de uma torta, cozidos com o feijão ou em forma de sucos (misturados com frutas); as carnes também podem ser cozidas com o feijão se forem bem macias e desfiadas

A forma de apresentação do alimento pode influenciar a criança a comê-lo mesmo sem ela gostar?
Sim. Uma refeição bem preparada e apresentada pode despertar a curiosidade da criança e fazê-la experimentar. Saber cozinhar e buscar novas receitas e técnicas culinárias diferentes é importante para tornar o cardápio mais variado e atrativo.

Integrar a criança em algumas fases do preparo da refeição pode fazê-la perder o preconceito por determinados alimentos e até mudar sua opinião?
Sim! Os filhos adoram participar do preparo das refeições. Isso contribui para que eles passem também a comer um alimento antes rejeitado. Dica: transforme a cozinha em um espaço lúdico. Essa prática foi adotada por algumas escolas. É uma maneira de passar conhecimentos de nutrição e contribuir para a formação dos hábitos alimentares da criança.

É importante levar a criança à feira para que ela tenha contato com os alimentos e participe da compra?
Sim, a criança precisa conhecer as frutas, verduras e legumes e levá-la à feira é uma maneira divertida de educá-la. Lá, ela pode provar, tocar e cheirar as frutas, o que estimula todos os sentidos. Participar da compra também é importante para ensiná-la sobre a importância de higienizar e armazenar os alimentos.

Como agir quando a criança não aceita comer um determinado alimento?
investigue: descubra por que ela não o aceitou. Não provou o alimento: apresente-o de uma forma atrativa. Comeu o alimento em forma de salada e não gostou: tente outra maneira de preparo, por exemplo, um suflê, uma torta, sanduíche. Foi forçada a comer: provavelmente, ela adquiriu aversão a esse alimento. Neste caso, é melhor não insistir. Deixe à vista: a exposição repetida do alimento é fundamental para que ela possa definir realmente se gosta ou não dele.

O fato de os pais terem hábitos alimentares saudáveis ajuda a criança a se acostumar e gostar de frutas, legumes e verduras?
Sim, além de dar o exemplo, os pais são os responsáveis pela alimentação da criança nos primeiros anos de vida, que é a fase mais importante na aquisição dos hábitos alimentares. Se eles não têm bons hábitos alimentares e não se interessarem em oferecer uma alimentação saudável ao filho, a saúde deles também será comprometida. Fontes: Raquel Pimentel, nutricionista da Educanutre; Simone Guerra, nutricionista (SP); e Tiça Magalhães, chef

Atenção: Se a criança não come de jeito nenhum melhor consultar um médico para uma investigação detalhada á fim de preserva-lhe a saúde.

Fonte: Revista Vida Natural e Equilíbrio

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